segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!

Queridos amigos,
O ano está terminando e como tudo está um pouco corrido deixei de escrever com periodicidade neste blog, porém, venho lhes informar que estou separando projetos de alfabetização super legais que estarei disponibilizando neste espaço em 2009.
Beijocas e grandes realizações para vocês no ano que vem!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

TEXTOS

SEGREDO

No jogo de cabra-cega
o menino e a menina
inventaram uma nova regra
(eles pensam ser novinha)
mas é muito, muito velha:
A perna corre e não foge;
o olho vendado enxerga.
E os dois de namorinho
brincam é de pega-pega.

Elza Beatriz

TEXTOS

A boneca e a menina
Boneca de perna fina, não faz manha,
senão apanha!
Come tudo, para não levar um
cascudo!
Não fala tanto, que te boto
num canto!
Não me amola, senão te
tranco numa sacola!
E a boneca da perna fina
em tudo obedece à menina.
Roseana Murray

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

TEXTOS

O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

TEXTOS

O menino que descobriu as palavras

Era uma vez um menino
que, ainda bem pequenino,
descobriu, todo contente,
que palavra é que nem gente;
umas são festa e alegria,
como palhaço e folia;
outras são sempre tristeza,
como doença e pobreza.
Percebeu o menininho
que a palavra carinho
até plantas entendem,
todos os seres compreendem,
não se conteve e gritou:
“carinho é filho do amor!”

Cinéas Santos e Gabriel Archanjo

sábado, 6 de dezembro de 2008

TEXTOS

Paratodos
Chico Buarque
Composição: Indisponível
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro
(...)

PROJETO: COMO FAZER?

OBJETIVOS:
Refletir a função dos textos instrucionais em nossa prática social de leitura e escrita.

METODOLOGIA:

* Investigar manuais de instruções em casa e discutir com os familiares a utilidade dos mesmos.
* Em sala fazer um levantamento de materiais recicláveis necessários para a construção de objetos úteis
* Realizar campanha de coleta de materiais recicláveis entre alunos
* Em grupos de três alunos, propor a construção de objetos com os materiais selecionados
Exemplo de objetos que podem ser construídos:
- Móbile com palitos de sorvete
- Caixa de remédios com caixa de sapato
- Cofre com lata de leite em pó
- Fruteira com canudinhos de jornal
- Horta detemperos com isopor
- Horta suspensa em garrafa PET
- Porta sacola com barbante
- Porta lápis com garrafinha PET
- Catavento com jornal
* Discutir as características do gênero textual instrucional (TÍTULO, MATERIAL NECESSÁRIO, COMO FAZER , ILUSTRAÇÕES PASSO-A-PASSO)
* Discutir como a ilustração pode colaborar para a compreensão do processo
* Elaborar coletivamenteas instruções de cada objeto que pode ser construído em duplas
* Em uma ficha própria cada aluno escreverá as instruções
* Ilustrar passo-a-passo o processo de construção
* Montar um guia de instruções individual e coletivo (cada aluno faz uma ficha)
* Organizar o SUMÁRIO ou ÍNDICE dos objetos
* Registrar a experiência em um relato coletivo e inserir fotografias do processo
* Expor o relato e as fotografias do processo, juntamente com os objetos criados à comunidade escolar

MATERIAL NECESSÁRIO:

*Materiais recicláveis
* Fita crepe
* Cola
* Tintas de diversas cores
* Folhas de sulfite
* Folhas de linguagem
* Cartolinas de cores diversas
* Revistas diversas

TEMPO PREVISTO: 1 MÊS

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

LISTA DOS MELHORES LIVROS INFANTIS

1974 - O rei de quase tudo - Eliardo França
1975 - Angélica - Lygia Bojunga
1976 - A Bolsa Amarela - Lygia Bojunga
1977 - Pedro - Bartolomeu Campos de Queirós
1978 - Coleção Gato e Rato - Mary França
1979 - Raul da ferrugem azul - Ana Maria Machado
1980 - O curumim que virou gigante - Joel Rufino dos Santos
1981 - O que os olhos não vêem - Ruth Rocha
1982 - Uni, duni e tê - Angela Lago
1983 - Os bichos que tive - Sylvia Orthof
1984 - É isso ali - José Paulo Paes
1985 - Uxa, ora fada, ora bruxa - Sylvia Orthof
1986 - O menino marrom - Ziraldo
1987 - Uma ilha lá longe - Cora Rónai
1988 - A mãe da mãe da minha mãe - Terezinha Alvarenga
1989 - As viagens de Raoni - Pedro Veludo
1990 - Sua alteza a Divinha - Angela Lago
1991 - O menino de olho d’água - José Paulo Paes
1992 - Eu e minha luneta - Cláudio Martins
1993 - Asa de papel - Marcelo Xavier
1994 - Coleção Assim é se lhe parece - Angela Carneiro, Lia Neiva, Sylvia Orthof
1995 - A Cristaleira - Graziela Bozano Hetzel
1996 - Menino do Rio Doce - Ziraldo
1997 - Minhas memórias de Lobato - Luciana Sandroni
1998 - Dez sacizinhos - Tatiana Belinky
1999 - Ludi na Revolta da Vacina: uma odisséia no Rio Antigo - Luciana Sandroni
2000 - Chica e João - Nelson Cruz
2001 - Mania de explicação - Adriana Falcão
2002 - A princesinha medrosa - Odilon Moraes
2003 - O segredo da chuva - Daniel Munduruku
2004 - Pedro e Lua - Odilon Moraes
2005 - Murucututu a coruja grande da noite - Marcos Bagno
2006 - O menino, o cachorro - Simone Bibian

Segundo a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

PORTADORES TEXTUAIS


Minha sugestão para trabalhar com jornal em sala de aula é apresentar um jornal em outra língua, como por exemplo em chinês. Em alguns bairros este tipo de jornal é distribuido gratuitamente ou você pode pedir para algum descendente que tem o hábito de ler um jornal deste tipo.

Leve-o para a sala e mostre-o a turma sem dizer que tipo de material é. Peça para que o investiguem e digam que tipo de portador textual pode ser aquele.

O formato indicará que é um jornal. Investigue com a turma o título, a data, as manchetes, imagens que podem dizer algo sobre o que está escrito, classificados, etc. Finalmente, o sentido dos ideogramas que é bem diferente do sentido das letras em nosso jornal.

É um material extremamente rico para a exploração e as crianças se sentem muito curiosas.

O objetivo é desenvolver estratégias de reconhecimento do portador textual, bem como os gêneros textuais no mesmo.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

TEXTOS

Dona Vassoura
Trabalho o dia todo,
todo dia sem falhar.
Não conheço feriado
nem sei o que é repousar.
Sempre em pé, sempre pronta!
Pensam que eu sou de aço?
Sei que sou uma vassoura
mas durmo em pé de cansaço!
Se a visita é bem chata
e com a hora não se importa
me viram de cabeça pra baixo
e fico tonta atrás da porta.
Minha maior inimiga
é aquela sujeirinha teimosa
que gruda no chão feito cola
e comigo se faz de gostosa.
As praias são tão grandes,
morro de tanto trabalhar.
Se todos sujassem menos,
menos tinha pra limpar.
Quanto mais velha eu fico
bem mais eu quero ficar,
pois só depois de bem velha
me deixam em paz pra brincar.
Guiomar de Paiva Brandão

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

MÚSICA

BICICLETA

B-i-c-i-c-l-e-t-a
sou sua amiga bicicleta.

Sou eu que te levo pelos parques a correr,
te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar.
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
você roda em mim e o mundo embaixo de você. C
orpo ao vento, pensamento solto pelo ar,
pra isso acontecer basta você me pedalar.

B-i-c-i-c-l-e-t-a
sou sua amiga bicicleta.

Sou eu que te faço companhia por aí,
Entre ruas, avenidas, na beira do mar.
Eu vou com você comprar e te ajudo a curtir
picolés, chicletes, figurinhas e gibis.
Rodo a roda e o tempo roda e é hora de voltar,
pra isso acontecer basta você me pedalar.

B-i-c-i-c-l-e-t-a sou sua amiga bicicleta.
Faz bem pouco tempo entrei na moda pra valer,
os executivos me procuram sem parar.
Todo mundo vive preocupado em emagracer,
até mesmo teus pais resolveram me adotar.
Muita gente ultimamente vem me pedalar
mas de um jeito estranho que eu não saio do lugar.

B-i-c-i-c-l-e-t-a
sou sua amiga bicicleta.

TOQUINHO

REFLEXÃO

Mascarados

Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo e a noite
o apanhou ainda com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranqüilo sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador.
Semeia com otimismo.
Semeia com idealismo
as sementes vivas da Paz e da Justiça.
Cora Coralina

sábado, 29 de novembro de 2008

Ciranda da bailarina
Chico Buarque / Edu Lobo
Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga,
tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem
Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem
um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem
Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem
Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem
um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem
O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem,
todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem
Procurando bem
Todo mundo tem...

TEXTOS

GENTE TEM SOBRENOME


Todas as coisas têm nome
Casa, janela e jardim
Coisas não têm sobrenome
Mas a gente sim.

Todas as flores têm nome
Rosa, Camélia e Jasmim
Flores não têm sobrenome
Mas a gente sim

O Jô é Soares
Caetano é Veloso
O Ari foi Barroso também
Entre os que são Jorge
Tem o Jorge Amado
E o outro que é o Jorge Ben

Quem tem apelido
Dedé, Zacarias
Mussum e a Fafá de Belém
Tem sempre um nome
E depois do nome
Tem sobrenome também

Todo brinquedo tem nome:
Bola, boneca e patins
Brinquedos não têm sobrenome
Mas a gente sim

Coisas gostosas têm nome:
Bolo, mingau e pudim
Doces não têm sobrenome
Mas a gente sim

Renato é Aragão
O que faz confusão
Carlitos é o Charles Chaplin
E tem Vinícius
Que era o de Moraes
E Tom Brasileiro é Jobim

Quem tem apelido
Zico, Maguila, Xuxa, Pelé
e He-man
Tem sempre um nome e depois do nome
Tem sobrenome também.

TOQUINHO

TEXTOS

IDENTIDADE

ÀS VEZES NEM EU MESMO
SEI QUEM SOU.
ÀS VEZES SOU
“O MEU QUERIDINHO”,
ÀS VEZES SOU
“MOLEQUE MALCRIADO”.
PARA MIM
TEM VEZES QUE EU SOU REI,
HERÓI VOADOR,
CAUBÓI LUTADOR,
JOGADOR CAMPEÃO.
ÀS VEZES SOU PULGA,
SOU MOSCA TAMBÉM,
QUE VOA E SE ESCONDE
DE MEDO E VERGONHA.
ÀS VEZES EU SOU HÉRCULES,
SANSÃO VENCEDOR,
PEITO DE AÇO,
GOLEADOR!
MAS O QUE IMPORTA
O QUE PENSAM DE MIM?
EU SOU QUEM SOU,
EU SOU ASSIM,
SOU MENINO.

Pedro Bandeira

LEITURA


A lenda do guaraná
Roberval Cardoso

Das tribos da Munducurucânia, eram os mais prósperos — os maués. Venciam as guerras, as colheitas eram fartas, as peças abun­dantes e as doenças raras.
Todo esse bem-estar, diziam eles, decorria da presença de um certo curumim (menino) que há alguns anos nascera na tribo, e, por isso, a atenção e cuidados que lhe dispensavam eram enormes; se ia à pesca, sua igarité era acompanhada de outras, com hábeis pescadores, que o desviavam das águas infestadas de piranhas, jacarés ou puraquês; se entrava na mata, mateiros experimentados o afas­tavam das castanheiras em safra ou dos ninhos de tocandiras assa­nhadas.
Mas, um dia, a vigilância foi burlada... Jurupaí, o génio do mal, disfarçado em cascavel, feriu o curumim, num bote certeiro.
A tribo entrou em grandes lamentações e durante horas seguidas as preces e os gritos de desespero se espalharam pelas florestas e águas negras do Maué-açu.
Tupã atendeu as lamentações e uma voz, que não se sabe de onde veio, determinou:
— Tirem os olhos da criança, plantem na "terra firmei reguem com lágrimas e deles nascerá a "planta da vida", aquela que fortalecerá os jovens e revigorará os velhos...
Os pajés arrancaram e plantaram os olhos do curumim morto. Durante quatro luas, os guardas da preciosa sementeira velaram e regaram a terra com lágrimas.
Uma nova planta surgiu, travessa como os curumins, procurando subir às árvores próximas, de hastes escuras e sulcadas como os músculos dos guerreiros. E quando frutificou, seus frutos de negro azeviche, envoltos no arilo branco e embutido em duas cápsulas vermelho-vivas, eram sem dúvida a multiplicação milagrosa dos olhos do príncipe maué.
E ela realmente trouxe o progresso da tribo, pelo abundante comércio de seus grãos, e os sábios confirmaram a lenda — fortalece os fracos, conserva os jovens, rejuvenesce os velhos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

TEXTOS

AS BALEIAS

Queria poder entrar
numa baleia
poder ver o que tem dentro
de uma baleia
ver essa barriga
cheia(de ar) de uma baleia
e depois poder voltar
para a areia
tomar sol, olhar o mar
e pensar: por que será
que a baleia
pode ser gorda e ninguém
diz que ela é feia?
O mar tem tudo o que eu quero:
ondas, espuma e, lá longe,
uma linha chamada horizonte
que nunca foge...
Renata Pallottini

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

TEXTOS

NOME DA GENTE
Eu não gosto do meu nome,
não fui eu quem escolheu.
Eu não sei porque se tem
com um nome que é só meu.
O nenem que vai nascer
vai chamar como o padrinho,
vai chamar como o vovô,
mas ninguém vai perguntar
o que pensa o coitadinho.
Foi meu pai quem decidiu
que o meu nome fosse aquele.
Isso seria justo,
se eu escolhesse o nome dele.
Quando eu tiver um filho,
não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que escolha um.
Pedro Bandeira

TEXTOS

IMPRESSÃO DIGITAL

A impressão digital é uma marca de identificação das pessoas na pele da ponta dos dedos de cada um e há linhas que formam um desenho único, diferente para cada pessoa. Por isso, esse desenho, a impressão digital, pode ser usado para a identificação.
É comum, em filmes policiais, assistirmos a detetives descobrindo a autoria de um crime atráves da análise de objetos trocados pelo suspeito. Isso só é possível porque na pele há uma camada de suor e óleos que imprime a marca da impressão digital naquilo que tocamos. Seguer um copo limpo durante alguns segundos. depois observe-os contra a luz. Você poderá ver as marcas que seus dedos deixaram.

VÓVIO, C. L. (coord.) Viver, aprender. Educação de Jovens e Adultos (Livro 1). São Paulo, Ação Educativa, Brasiília, MEC, 1998, pg. 34.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

TEXTOS


SEM BARRA


Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.

A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.

Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!



José Paulo Paes

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MAFALDA E O DICIONÁRIO


DICIONÁRIO POR CECÍLIA MEIRELES

" Não sei se muita gente haverá reparado nisso - mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, senão mesmo o mais poético dos livros. O Dicionário tem dentro de si o universo completo.
Logo que uma noção humana toma forma de palavra - que é o que dá existência às noções - vai habitar o Diconário. As noções velhas vão ficando, com seus sestros de gente antiga, suas rugas, seus vestidos fora de moda; as noções novas vão chegando, com suas petulâncias, seus arrebiques, às vezes, sua rusticidade, sua grosseira. E tudo se vai arrumando direitinho, não pela ordem de chegada, como os candidatos a lugares nos ônibus, mas pela ordem alfabética, como nas listas de pessoas importantes, quando não se quer magoar ninguém...
O Dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras longas, acomodadas na sua semelhança, - e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegante decentes, - mas obedecendo à lei das letras, cabalística como a dos números... O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações. E as suas surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas... Tudo isto num Dicionário barato - porque os outros têm feito exemplos, frases que se podem decorar, para empregar nos artigos ou nas conversas eruditas, e assombrar os ouvintes e leitores..."
MEIRELES, Cecília. Obra em prosa. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1998.

domingo, 23 de novembro de 2008

BOA SEMANA!

Andorinha

Andorinha lá fora está dizendo:
- "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...

Manuel Bandeira

ENCICLOPÉDIA NA SALA DE AULA

" A Terra:
Eu sou esse outro mundo;
A lua me acompanha,
Por este céu profundo...
Mas é destino meu
rolar, assim tamanha,
em torno de outro mundo.
Que inda é maior do que eu."
Olavo Bilac
OBJETIVO GERAL: Compreender a função social da Enciclopédia enquanto suporte de escrita organizador de informações pertinentes à sociedade que contribui para a formação de estratégias de leitura objetivas bem como auxilia o leitor na aquisição de conhecimentos.
METAS:
PRÁTICAS DE COMUNICAÇÃO ORAL:
* Desenvolver a prática de intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando perguntas pertinentes ao tema apresentado;
* Planejar a fala e expressar opinião de forma argumentativa.
PRÁTICAS DE LEITURA:
* Ler com autonomia diferentes textos informativos de enciclopédia;
* Compreender a leitura apoiada também em recursos visuais como símbolos, infográficos, imagens, e outros que contribuem para formação de estratégias de leitura como seleção, antecipação, decodificação, inferência e verificação;
* Através do acesso aos diversos suportes de escrita, ampliar o repertório cultural do aluno;
* Contribuir para a formação de uma leitura de mundo que possibilite o exercício da cidadania.
PRÁTICAS DE ESCRITA:
* Escrever alfabeticamente textos de seu interesse, utilizando como ferramenta o domínio uma diversidade textual;
* Possibilitar a prática de reescrita como ferramenta para o aprimoramento de textos diversos;
* Refletir sobre a importância de se adquirir uma normatização da escrita (ortografia e pontuação) como forma de alcançar os diversos leitores;
* Classificar regras ortográficas usuais;
* Refletir postura de auto-correção.
CONTEÚDOS CONCEITUAIS:
* Compreender a função social da enciclopédia enquanto suporte organizador de informações pertinentes ao interesse social;
* Refletir a necessidade de se obter habilidade na comunicação tanto escrita como na comunicação oral;
* Refletir a necessidade de se organizar textos informativos de forma prática e acessível;
* Refletir o uso das regras ortográficas e ajustes textuais para a clareza e agilidade de informações;
* Contribuir para a formação de uma postura de auto-correção.
CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
* Estimular a curiosidade com relação aos bens culturais da humanidade e a formação do senso de proteção e preservação dos mesmos;
* Estimular a imaginação e a criatividade no processo de reflexão e produção do material proposto;
* Incentivar o cooperativismo e trabalho em equipe;
* Contribuir para uma reflexão pessoal enquanto indivíduo produtivo e pertencente a uma sociedade criativa no micro e macro espaço;
METODOLOGIA:
* Apresentar a diversidade de enciclopédias existentes na biblioteca escolar;
* Discutir a função social enquanto suporte de pesquisa que preserva e transmite conhecimentos sociais;
* Explorar os conceitos de ENCICLOPÉDIA e FONTE BIBLIOGRÁFICA;
* Explorar sua organização textual partindo do ÍNDICE ou SUMÁRIO;
* Organizar uma Enciclopédia com um assunto selecionado pela turma, por exemplo, ANIMAIS;
* Selecionar textos sobre o assunto;
* Organizar tarefas de pesquisa individual e em grupos sobre assuntos selecionados;
* Formar equipes de pesquisa, editoração e diagramação;
* Distribuir tarefas;
* Estudar recursos visuais possíveis para facilitar a organização da Enciclopédia;
* Refletir o uso de regras ortográficas para auxiliar a compreensão da leitura;
* Propor reescrita com base nos ajustes textuais combinados pela turma (recursos visuais e diagramação);
* Discutir a função da lista como gênero textual;
* Organizar o INDICE;
* Propor atualização constante da enciclopédia;
* Produzir relato coletivo sobre o projeto;
* Realizar Exposição;
* Manter a Enciclopédia a disposição da turma.
PREVISÃO: 2 SEMANAS
EXPECTATIVAS:
Através da curiosidade constante na exploração da enciclopédia e envolvimento na produção da mesma, os alunos terão a possibilidade de ampliar seus conhecimentos de escrita e reescrita por eixos de interesse, possibilitando um conflito de hipóteses de escrita na troca de materiais bem como uam ampliação de seu vocabulário.
MATERIAIS:
* Fichário;
* Revistas e jornais;
* Folhas de sulfite numeradas;
* Cola;
* Tesoura;

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CÓDIGOS EM UM ENVELOPE
· Em coletivo criar um código para o alfabeto
· Dividir em grupos de 3 alunos
· Cada grupo deve escrever um bilhete em código para um outro grupo
· Entregar o bilhete escrito para o grupo escolhido analisar
· Montar uma tabela coletiva com o tempo de deciframento do código por cada grupo e a mensagem decifrada
· Repetir a brincadeira

TEXTOS

Receita de inventar presentes

Colher braçadas de flores
bambus folhas e ventos
e as sete cores do arco-íris
quando pousam no horizonte
juntar tudo por um instante
num caldeirão de magia
e então inventar um pássaro louco
um novo passo de dança
uma caixa de poesia.

Roseana Murray

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Fica aqui minha sugestão para trabalhar o filme KIRIKU E A FEITICEIRA em sala de aula. Um filme que é pura poesia e que quebra o paradigma de um personagem principal branco. Kiriku é um personagem cativante e inquieto que traz uma perspectiva social muito interessante no final do filme, diferente dos contos de fada comuns, em que o bem sempre destrói o mal.

VISITE: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0157/aberto/mt_243226.shtml

terça-feira, 18 de novembro de 2008

PROJETO: TRANSFORMANDO A SALA DE AULA NUMA REDAÇÃO DE JORNAL

O sol na banca de revistas
me enche de alegria e preguiça.
Quem lê tanta notícia?
Caetano Veloso


OBJETIVO GERAL: Compreender a função social da escrita na leitura e produção de um jornal como suporte de escrita, bem como contribuir para a formação do hábito da leitura.

METAS:


PRÁTICAS DE COMUNICAÇÃO ORAL:
Desenvolver a prática de intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando pertinentes ao tema apresentado;
Planejar a fala e expressar opinião de forma argumentativa.

PRÁTICAS DE LEITURA:
Ler com autonomia diferentes gêneros textuais como notícias, instruções, informações, comentários, listas, gráficos, tabelas, imagens, etc;
Contribuir para a formação de estratégias de leitura como seleção, antecipação, codificação, inferência e verificação;
Através do acesso aos diversos suportes de escrita, ampliar o repertório cultural do aluno;
Contribuir para a formação de uma leitura de mundo que possibilite o exercício da cidadania.

PRÁTICAS DE ESCRITA:
Escrever alfabeticamente textos de seu interesse, utilizando como ferramenta o domínio da diversidade de textos;
Possibilitar a prática de reescrita como ferramenta para o aprimoramento de textos diversos;
Refletir sobre a importância de se adquirir uma normatização da escrita (ortografia e pontuação) como forma de alcançar os diversos leitores.

CONTEÚDOS CONCEITUAIS:
Importância dos diversos suportes de escrita: jornal, revista, gibi, livro, fichas, imagens, internet, etc;
Tipologia textual: informativos, listas, comentários, instruções, gráficos, imagens, etc.

CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
Estimular a imaginação;
Exercitar a postura pessoal mediante argumentação;
Compreender a necessidade do trabalho em equipe.
Respeitar a diversidade de opiniões;
Compreender a necessidade de organização na realização das atividades;
Desenvolver valores como solidariedade, cooperação e respeito.

CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS:
Manipular suportes de escrita variados;
Realizar leituras diárias;
Organizar tarefas individuais, em grupo ou coletivas;
Selecionar temas de interesse coletivo;
Exercitar a produção textual;
Organizar textos baseando-se na configuração do suporte de escrita trabalhado;
Exercitar o hábito da reescrita.

METODOLOGIA:
Apresentar o jornal como suporte de escrita;
Discutir sua importância social e a necessidade de se conhecer e dominar a escrita e a leitura como instrumento para sua compreensão;
Estimular o hábito da leitura, trazendo com freqüência o jornal para a sala de aula;
Discutir gostos pessoais e estratégias de seleção de um leitor;
Estimular a exploração dos diversos cadernos de um jornal;
Pesquisar os fatores que resultem na falta de hábito de leitura entre as pessoas da comunidade;
Apresentar os jornais de bairro como alternativa gratuita e geradora de informações referentes ao universo do aluno e do grupo;
Discutir a configuração do jornal como nome, manchetes principais, tipos de textos, etc;
Trabalhar as tipologias textuais que integram um jornal;
Propor a produção de um jornal da sala;
Dividir a sala em eixos de interesse e levantar tarefas;
Formar grupos responsáveis pelos cadernos variados: Notícias, Lazer, Saúde, Automóveis, Classificados, entre outros, bem como formar equipes de apoio: Editoração e Artes Gráficas;
Levantar temas para artigos;
Propor produção textual sobre tema escolhido, fazendo o grupo refletir as possibilidades de configuração dos textos que se ajustem á sua escolha;
Propor momentos para reescritas;
Realizar ajustes e propor a necessidade de se refletir a questão ortográfica na clareza das informações;
Refletir a questão de autoria de textos e desenhos como proteção de obra intelectual;
Refletir a necessidade do trabalho de uma equipe de coordenação dos projetos que distribua tarefas aos grupos, controle de materiais, auxílio á escrita como escribas, revisão de textos e organização conforme a configuração adotada;
Compreender a necessidade de interatividade entre as equipes de repórteres e a equipe de artes gráficas, articulando propostas de trabalho (desenhos, recortes de imagens, fotos, etc.) com os textos;
Organizar o material;
Discutir experiências de trabalho;
Expor o jornal.

PREVISÃO: 2 SEMANAS

EXPECTATIVA:

Fortalecer os vínculos do grupo e estimular os avanços de hipóteses de escrita;

MATERIAIS:
Revistas e jornais antigos;
Folhas A3;
Folhas de sulfite;
Folhas de linguagem;
Cola;
Tesoura;
Régua.

BIBLIOGRAFIA:

FERRERO, Emília. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 1997.

COLOMER, Tereza. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto Alegre, Artmed, 2002.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

LETRAMENTO CONFUNDE-SE COM NOSSA HISTÓRIA DE VIDA

Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:

O QUE É LETRAMENTO?

Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.

TEXTOS

Os carteiros


Abrir uma carta,
o coração batendo,
é precioso ritual.
O que terá dentro?
Um convite, um aviso,
uma palavra de amor
que atravessou oceanos
para sussurrar em meu ouvido?


São como conchas as cartas,
guardam o barulho do mar,
o ar das montanhas.
Para mim os carteiros
são quase sagrados,
unicórnios ou magos
no meio dessa vida barulhenta.


Roseana Murray

ANÁLISE REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

FORCA
· Propor que os alunos em duplas construam um alfabeto móvel e num cartão colorido de sua preferência desenhem a forca e escrevam o alfabeto embaixo
· Solicitar que desenhem o corpo humano em pedaços para que este caiba na forca (cabeça, tronco, braços, pernas)
· Com base nas listas já trabalhadas em sala, propor que cada aluno reescreva em uma tira de folha de sulfite 5 palavras que mais gostam e guardem para que seu colega não as veja
· Numa tabela com as colunas (MINHAS PALAVRAS, PALAVRAS DO MEU AMIGO), cada um registrará as respostas da forca conforme as jogadas
· É necessário dar a primeira pista para o colega que está tentando descobrir a palavra na forca (QUANTIDADE DE LETRAS)
· Ao final de cada jogada, o aluno fará um gráfico com a quantidade de palavras que acertou e comparará com as do colega
· Colar os registros no diário de observações

JOGO DAS RESPOSTAS
· Propor que os alunos recortem 10 cartas em folha de sulfite e desenhem 2 objetos, 2 animais, 2 alimentos, 2 meios de transporte, 2 partes do corpo.
· Coletivamente os alunos discutirão as regras do jogo
· Em duplas, os desenhos devem ser virados para baixo, embaralhados e dispostos sobre a mesa
· Uma aluno tira um e não mostra para o colega que tem que adivinhar o que é, fazendo perguntas ao colega que só pode responder sim ou não.Exemplo: "posso comer?"
· Numa tabela eles escreverão as palavras correspondentes e em quantas tentativas o colega conseguiu responder


LETRAS NA CAIXINHA

· Sugerir que os alunos colem barbante sobre as letras do alfabeto escritas em cartões e separar somente as vogais
· Colocar as consoantes numa caixa de sapato e misturá-las bem
· Providenciar uma tabela para cada aluno com seis colunas
· Dividir a turma em equipes nomeadas por cor
· Propor que um aluno retire uma consoante e escolha uma vogal (letrinha falante) para acompanhá-la
· Solicitar que uma e equipe dite uma palavra que comece com as duas letras
· Solicitar que outra equipe dite uma palavra que tenha no meio as duas letras
· Solicitar que a última equipe dite uma palavra que tenha no fim as duas letras
· Se as equipes não souberem, poderão passar a vez
· Sugerir que escrevam as palavras ditadas na tabela e pintem a linha com a cor da equipe que a ditou

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

USO DE GIBI EM SALA DE AULA - ARTIGO

A educação está no gibi
Mestre em Educação e cartunista, DJota Carvalho mostra como o professor pode usar histórias em quadrinhos em sala de aula. O livro tem prefácio de Gonsales e apresentação em quadrinhos. Houve um tempo em que histórias em quadrinhos só entravam na escola se fossem escondidas no meio de um livro. E outro no qual "especialistas" do Ministério da Educação afirmavam que as HQs causavam "lerdeza mental".
Nos dias de hoje, porém, pesquisas indicam que a simples leitura dessas revistas melhora a proficiência de alunos e, mais ainda, se bem utilizadas, podem ser fortes aliadas do professor em sala de aula. É o que defende - e explica como fazer - DJota Carvalho, em A educação está no gibi, livro que a Papirus Editora acaba de lançar.
"É possível usar Mônica e Cebolinha pra ensinar matemática, super-heróis para física e química, quadrinhos Disney e Asterix para história, Xaxado e Príncipe Valente para geografia... não há limites. Na verdade, a única disciplina para a qual não achei uma forma de contribuição das HQs foi a educação física. Por enquanto...", brinca DJota, que também é professor de Teoria da Comunicação na PUC-Campinas e ministra palestras sobre como utilizar quadrinhos na escola há 11 anos. No livro, o autor não apenas conta como o professor pode utilizar diretamente as HQs nas mais diversas disciplinas, mas também faz uma pequena oficina ilustrada com dicas para produzir uma história em quadrinhos como trabalho multidisciplinar. "Muitos professores tentam produzir uma história com os alunos em sala, mas sempre se defrontam com os mesmos problemas, como textos que não cabem em balões e a dificuldade em desenhar os quadrinhos, por exemplo. Procuro mostrar como superar esses problemas e transformar a atividade em algo mais simples e divertido, mas ao mesmo tempo rico em conteúdo escolar", diz.A educação está no gibi é prefaciado por Fernando Gonsales, autor da tira Níquel Náusea, e a apresentação do livro é uma história em quadrinhos de quatro páginas, desenhada pelo premiado cartunista Bira Dantas.
O livro tem sete capítulos, todos ricamente ilustrados, nos quais DJota primeiro explica um pouco sobre as diferenças entre as artes gráficas (charge, cartum, HQs, tiras e caricaturas), depois fala sobre a história da HQ no Brasil e no mundo e, ainda, faz um histórico da conturbada relação entre HQs e educação no país. "Achei importante contextualizar um pouco, para que o professor não caia de pára-quedas na história. Por isso mesmo, antes de entrar nos exercícios específicos, ainda falo um pouco sobre mangás, os quadrinhos japoneses que hoje em dia assustam muitos pais e educadores, e já ensino a fazer um exercício de português e estudo do folclore usando Dragon Ball, o mais popular dos desenhos do Oriente", conta. Isso feito, o autor descreve vários exercícios utilizando HQs em matemática, português, física e biologia, entre outras matérias."São dois ou três exercícios por disciplina, às vezes mais. Há exemplos para uso no ensino infantil, fundamental e médio, e o professor pode fazer suas próprias adaptações ou até mesmo pedir ajuda, pelo e-mail que consta no livro", diz.
No último capítulo, o autor dá dicas básicas para professores e alunos produzirem histórias e até montarem um fanzine em sala, como atividade multidisciplinar. "As HQs são uma mídia atraente, financeiramente acessível e fácil de usar. Tem gente que acha que quadrinhos são coisa de criança, mas eles são muito mais do que isso: são uma forma eficiente de melhorar o ensino e a relação professor/aluno", diz DJota.
SERVIÇO:A Educação Está no Gibi
DJota Carvalho
Prefácio de Fernando Gonsales
Papirus Editora15,5 x 22 cm - 112 páginas
ISBN 85-308-0822-3
FONTE: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=4363

TEXTOS

BOLINHAS DE GUDE

Brancas, verdes, rajadinhas,amarelas,
As bolinhas
Vão rolando
Vão dançando
Seja liso ou seja rude
O chão onde vão rolando,
lá vão elas, lá vão elas...
As bolinhas de gude.
Brincam os meninos com elas,
estão jogandono jardim ou nas calçadas,
as bolinhas vão correndo,
azuis, pardas, amarelas,
rajadinhas,
e tão vivas, ligeiras, tão alegres e
estouvadas,
que até fica parecendo
que são elas,
as bolinhas,
que com eles estão brincando.
Maria Eugênio Celso

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CRACHÁ
· Cada aluno produzirá seu próprio crachá
· Espalhar os crachás no chão
· Brincar com a cantiga: SE EU FOSSE UM PEIXINHO
· Tirar o nome cantado
· Sugerir que os alunos colem seus crachás no diário e o enfeitem
· Fornecer a cantiga escrita para exploração no diário de textos
· Trabalhar os aspectos lingüísticos do mesmo
· Variar os crachás em forma de quebra-cabeça ( pedaços)
· Brincar com a cantiga: A CANOA VIROU
· Fornecer a cantiga escrita para exploração no diário de textos
· Trabalhar os aspectos lingüísticos do mesmo
· Sugerir que os alunos colem seus crachás no diário

DANÇA DA CADEIRA
· Cada aluno produzirá um crachá do colega
· Propor que os alunos organizem as cadeiras
· Sugerir a escolha em grupo de uma música para realizar a brincadeira

QUEBRA-CABEÇA COM OS NOMES
· Cada aluno produzirá seu próprio crachá e o dividirá como um quebra-cabeça
· Sugerir que os alunos se dividam em grupos e misturem os pedaços de seus crachás
· Propor que reconstruam seus nomes
· Propor que reconstruam os nomes dos colegas
· Propor que construam novas palavras a partir dos pedaços
· Organizar uma tabela individual de equipes no diário, para que os alunos registrem as palavras construídas

CRACHÁS NA CAIXA
· Cada aluno produzirá um crachá com um nome do coleguinha e distribuirá em uma caixa de sapatos
· Sugerir que os alunos se reúnam em grupos e encontrem seus crachás
· Propor que os alunos troquem de crachá
· Com um alfabeto os alunos reconstruam o nome do colega
· Propor que cada aluno registre em um cartão individual a primeira e última letras do nome do colega e que analise os nomes dos outros colegas do grupo
· Colar no diário de observações


RÓTULOS
· Sugerir que os alunos tragam rótulos diversos de casa
· Em uma tabela coletiva os alunos apontarão as letras iniciais de cada rótulo
· Refletir uma organização possível para as letras iniciais ordem alfabética)
· Refletir sobre os nomes dos colegas que iniciam com as mesmas letras
· Sugerir que cada criança escreva seu nome embaixo do rótulo correspondente
· Propor que cada aluno refaça esta tabela individualmente
· Colar no diário de observações

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

OS GÊNEROS TEXTUAIS EM DESENHOS ANIMADOS

Podemos trabalhar ludicamente com desenhos animados e trazer para a discussão em sala de aula os gêneros textuais que aparecem neles.

A HISTÓRIA DA ESCRITA NA HUMANIDADE
A ERA DO GELO I - IDEOGRAMAS COMO REGISTROS DOS HOMENS PRIMITIVOS
O PRÍNCIPE DO EGITO - HIERÓGLIFOS E USO SOCIAL DO PAPIRO
CHAPEUZINHO VERMELHO
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
CINDERELA
O PATINHO FEIO
RAPUNZEL
POCAHONTAS
KIRIKU E A FEITICEIRA
KIRIKU E OUTRAS HISTÓRIAS
SHREK I, II E III - CONTOS E LENDAS COMO REGISTRO ORAL DA HISTÓRIA DA SOCIEDADE
MADAGASKAR - A IMPORTÂNCIA DE SE COMUNICAR ATRAVÉS DA LINGUAGEM DE SINAIS (LIBRAS) E A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA
A BELA ADORMECIDA - BILHETES E CONVITES
SELVAGEM - A FUNÇÃO SOCIAL DA LISTA DE TAREFAS
MONSTROS S.A. - FICHAS, TABELAS E GRÁFICOS COMO INSTRUMENTOS DE TRABALHO
BEE MOVIE - ORGANIZAÇÃO SOCIAL ATRAVÉS DA LEI - ACORDO COLETIVO
RATATTOULE - RECEITAS CULINÁRIAS E COMENTÁRIOS
ROBÔ - TEXTOS INSTRUCIONAIS E PROJETOS
HOMEM ARANHA - LINGUAGEM JORNALÍSTICA - ARTIGOS E REPORTAGENS - A FOTO COMO NOTÍCIA
TÁ DANDO ONDA - LINGUAGEM TELEVISIVA - DOCUMENTÁRIO

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ganhamos um presente da nossa amiga Tânia!



Que alegria ganhar um presentinho desses e saber que trocar experiências é a coisa mais fascinante que há na internet.


Um grande beijo para a nossa amiga Tânia! Sugiro que visitem seu blog que também é uma delícia!!!!



As regras deste prêmio são as seguintes:
1. O vencedor recebe o prêmio e poderá colocá-lo no seu blog;
2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
3. Enviar o mesmo prêmio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
4. Deixar um comentário nos blogs seleccionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou.


Então aí vai...
Obrigada por sempre terem idéias maravilhosas!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FICHA TÉCNICA

CAMELO

Nome científico: Camelus bactrianus
Distribuição
Os camelos são oriundos do Centro e do Leste da Ásia. Já não existem praticamente camelos a viver em estado selvagem. Os últimos animais nestas condições vivem em três grupos na Zona do Deserto do Gobi, parte chinesa e parte mongol, e não serão mais de 1000 animais. Existem por todos os territórios ancestrais destes animais outros pequenos grupos a viver em liberdade, mas não em estado selvagem, uma vez que são animais que se perderam ou fugiram dos seus proprietários e que com facilidade se juntam a uma qualquer caravana ou manada que passe.Os camelos foram domesticados desde há 4500 anos, dada a sua docilidade, sendo utilizados como meio de transporte de pessoas e bens. São animais muito medrosos, mas demonstram uma enorme capacidade de adaptação a condições climatéricas extremas. São preferidos pela quantidade de carga que conseguem transportar e para acompanhar os iaques nas subidas das montanhas da Ásia Central. Para além disso fornecem carne, leite e a pele, que é utilizada para fazer roupas e tendas dos povos nómadas da região.Existem camelos na Austrália, onde se tornaram uma praga, mas foram para aí levados no século XIX pela capacidade de se adaptarem ao deserto. Depois, alguns fugiram e criaram grandes manadas, invadindo o território australiano até aos confis, onde as autoridades não conseguem controlar a natalidade destes animais. Existem, de acordo com as melhores estimativas, mais de 30.000 camelos a viver em liberdade no território australiano.
Alimentação
Os camelos são herbívoros. A base da sua alimentação são ervas, capim e, onde houver, árvores, folhas e ramos das mesmas.Estado de conservação Em estado crítico (este estatuto só diz respeito as animais a viver em estado completamente selvagem na sua zona de origem). Domesticados, estimam-se existir mais de um milhão e meio destes animais.
Reprodução e maturidade sexual
Os camelos, machos e fêmeas, atingem a maturidade sexual entre os 3 e os 5 anos.O tempo de gestação das fêmeas dura em média 11 meses, findos os quais nasce em, regra, uma cria, ocorrendo com alguma frequência partos múltiplos.
Tamanho
Os camelos a viver estado selvagem podem medir 2,30 m e pesar 750 kg. Já os domesticados podem ultrapassar os 900 kg.LongevidadeEstes animais têm uma esperança de vida que ronda os 50 anos.

MODELO DE PRODUÇÃO TEXTUAL


ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

BINGO DE LETRAS
· Produzir cartelas com letras do alfabeto organizadas aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com um alfabeto em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as letras sorteados
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações



BINGO DE NOMES
· Escrever com o auxílio de todas as crianças uma lista de nomes dos colegas em papel kraft
· Produzir cartelas com nomes dos colegas organizados aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com os nomes dos alunos escritos em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha os nomes sorteados
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações


BINGO DE PALAVRAS (LISTA DE ANIMAIS, FRUTAS, MATERIAL ESCOLAR, ETC.)
· Escrever com o auxílio de todas as crianças uma lista selecionada em papel kraft
· Produzir cartelas com palavras da lista selecionada organizadas aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com as palavras da lista escritas em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as palavras sorteadas
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações

BINGO DE FIGURAS
· Produzir cartelas com figuras de A a Z combinadas com os alunos e organiza-las aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com um alfabeto em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela correspondendo a figura à letra inicial e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as iniciais sorteadas
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações

terça-feira, 28 de outubro de 2008

POESIA EM NOSSA VIDA

O menino que carregava água na peneira
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vaziodo que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira.
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suasperaltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.

Manoel de Barros

domingo, 26 de outubro de 2008

FICHA TÉCNICA

BICHO-PREGUIÇA

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Pilosa
Família: BradypodidaeMegalonychidae

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
O bicho-preguiça é um mamífero com hábitos de vida noturnos.
Podemos encontrar estes animais em florestas tropicais da América do Sul, América Central e Mata Atlântica.
Vive em pequenos grupos, embora possuam vários hábitos solitários
Possui grandes garras, utilizando-as para subir e permanecer na copa de árvores de grande porte.
Sua alimentação baseia-se em folhas, raízes, brotos de algumas espécies de árvores e frutos.
Dorme aproximadamente 14 horas por dia, pendurado nas árvores .
Um animal saudável costuma viver entre 30 e 40 anos.
Descem do topo das árvores apenas uma vez por semana com o objetivo de fazer suas necessidades fisiológicas.
Existem várias espécies, divididas em duas famílias: Bradypodidae (possuem três dedos em cada braço) e Megalonychidae (dois dedos) .
Esta espécie animal orienta-se principalmente pelo olfato, pois seu sistema visual não é muito desenvolvido.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Cor: cinza claro com machas pretas, marron ou branca
Peso: em média de 4 a 6 kg
Comprimento: aproximadamente 70 cm (contando a calda)
Gestação: 120 a 180 dias

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

QUEBRA-CABEÇAS DE LETRAS
Criar um quebra-cabeça com a letra trabalhada que pode ser desenhada ou recortada e sugerir que os alunos colem no diário


TANGRAM
Criar uma figura com TANGRAM que comece com a letra trabalhada


TRILHAS E CORRIDAS
Produzir trilhas com as letras do alfabeto e com um dado brincar em duplas, trios ou quartetos
Fazer uma tabela em papel kraft onde todos os alunos escreverão seus nomes e letras que conseguiram andar na trilha
Propor que o aluno registre no diário de observações seus resultados e de seus colegas


BATALHA NAVAL
Providenciar uma malha quadriculada para cada aluno
Sugerir que escolham 4 nomes de alunos e propor o preenchimento da malha como em uma batalha naval ( Exemplo: Coluna 1, Linha 2)
Combinar as regras em duplas

PRODUÇÃO TEXTUAL


TEXTOS

CAIXA MÁGICA DE SURPRESA

Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.
Um livro
parece mudo,
mas nele a gente
descobre tudo.
Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe.
Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.
Um livro
é uma floresta
com folhas e flores
e bicos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
é amigo e companheiro.
Elias José

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

FICHA TÉCNICA

ABELHA
CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Super-família: Apoidea
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Toda colméia possui uma abelha rainha. Ela é muito fértil e chega a botar mais de mil ovos por dia. A abelha rainha é a responsável pela reprodução. Ela pode viver até 25 anos, enquanto uma abelha operária vive apenas dois meses, em média.
As abelhas são responsáveis pela polinização das plantas. Ao buscar seu alimento nas flores, levam junto ao corpo o pólen para outras plantas, possibilitando assim a reprodução das mesmas.
Numa colméia, as abelhas possuem uma hierarquia: as operárias trabalham para trazer o alimento (polén e nectar), vigiar, limpar e cuidar das larvas. Os zangões (em pouca quantidade) tem a função exclusiva de fazer o acasalamento com a rainha e garantir a reprodução. Já a abelha rainha é a responsável exclusivamente pela reprodução.
Quando nascem duas abelhas rainhas, em uma única colméia, elas lutam até a morte para ver quem assumirá a exclusiva missão de garantir a reprodução da colônia.
O principal alimento das abelhas é o néctar produzido pelas plantas e encontrado em diversas espécies de flores.
As abelhas possuem cinco olhos: dois maiores na frente e três menores no topo da cabeça. Possuem também antenas sensíveis, dois pares de asas e uma língua para sugar o néctar das flores.
Uma colméia de tamanho médio pode abrigar até 60 mil abelhas.
As abelhas produzem o mel dentro da colméia para servir de alimento. A geléia real também é produzida e serve de alimento para a abelha rainha
Quando sentem-se ameaçadas, as abelhas podem picar o animal utilizando o seu ferrão. A ferroada é dolorida e é injetado veneno. Embora este veneno seja inofensivo a grande parte dos seres humanos, pode levar a morte se uma pessoa for alérgica ou se uma pessoa não-alérgica receber ferroadas de grande quantidade deste inseto.
Uma abelha pode produzir, em média, cinco gramas de mel por dia.
A criação de abelha, atividade lucrativa, para produção de mel é chamada de apicultura
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
Comprimento: 2 cm (inseto adulto)Cor: listrada em preto e amareloHabitat: fazem as colméias no topo de árvores, cavernas, parte interna de telhados, etc.

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

LISTAS
Trabalhar listas de palavras que comecem com a letra trabalhada

RECORTE DE PALAVRAS
Recortar palavras que comecem com a letra trabalhada de revistas e jornais

CARIMBOS DE LETRAS
Produzir carimbos com E.V.A com a letra trabalhada e carimbar no diário

BRINCADEIRAS COM CRACHÁS
Escrever em tiras os nomes dos colegas e circular a letra trabalhada

TEXTOS

Receita de Pão


É coisa muito antiga
o ofício do pão
primeiro misture o fermento
com água morna e açúcar
e deixe crescer ao sol

depois numa vasilha
derrame a farinha e o sal
óleo de girassol manjericão

adicionado o fermento
vá dando o ponto com calma
água morna e farinha

mas o pão tem seus mistérios
na sua feitura há que entrar
um pouco da alma do que é etéreo

então estique a massa
enrole numa trança
e deixe que descanse
que o tempo faça a sua dança

asse em forno forte
até que o perfume do pão
se espalhe pela casa e pela vida


Roseana Murray

PRODUÇÃO TEXTUAL


sábado, 11 de outubro de 2008

TEXTOS

MISTÉRIO PRESO NO ARMÁRIO

O que será que tem dentro
do armário do meu tio?
Será que tem caramelo
ou caixa de chocolate?
Será que tem passarinho
girando e cantarolando
numa caixinha de música?
Será que é um canário?
Puxa, será que o meu tio
guarda dentro desse armário
um fantasma ou lobisomem?
Será que é um tesouro
segredo, brinquedo velho
de quando meu tio ainda
não tinha virado homem?
Será que tem um mistério
preso dentro desse armário?
Sônia Junqueira

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CONVERSA SOBRE O ALFABETO
- Apresentar as letras do alfabeto e discutir a organização do sistema de escrita
- Propor a produção de um marcador do diário com as letras do alfabeto para que o aluno consulte sempre que necessário

PRODUÇÃO DE ALFABETO ILUSTRADO
- Sugerir a produção de um alfabeto ilustrado no diário

LETRA SURPRESA
- Propor que os alunos escrevam a letra a ser trabalhada em um cartão e decorá-la conforme sua preferência
- Propor que os alunos produzam envelopes que serão colados no diário com a letra trabalhada naquele momento
- Sugerir que escrevam seus nomes em cada envelope
- Propor uma dobradura relacionada com a letra trabalhada naquele dia (Exemplo: origami de uma animal que comece coma letra A – Arara) e colocá-la junto a letra dentro do envelope
- Colar o envelope com a e o origami no diário
- Sugerir a escrita de palavras que comecem com a letra trabalhada

TEXTOS

O sapateiro


Sapatos de todos os tipos,
empilhados, usados, manchados,
na oficina do sapateiro.

Quantas calçadas andaram
esses sapatos,
quantas festas, quantos rumos,
e, sobretudo,
quantas encruzilhadas?

Indiferente a tantas histórias,
o sapateiro martela, cola,
bate sola o dia inteiro.

Então, cansado, fecha a porta
da oficina, atravessa a rua,
e vai para a casa com o sapato furado,
que santo de casa não faz milagre.


Roseana Murray

PRODUÇÃO TEXTUAL




Além da leitura diária de diversos tipos textuais, o letramento implica também em produzir texto com base nos conhecimentos adquiridos ao longo do processo, por isso, as produções textuais devem ser significativas para o aluno e constantes.


A leitura de contos estimula o imaginário infantil e constitui uma ótima alternativa na alfabetização quando proposta a reescrita do conto ou mesmo a criação de conto pessoal do aluno. O importante na produção não é a escrita ortograficamente correta, mas sim a reflexão sobre a própria escrita e o contato com o gênero proposto.


ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

ALFABETO CONCRETO


- Propor que os alunos tragam de casa pequenos objetos como brinquedos
- Discutir de que forma tais objetos podem ser classificados
- Refletir sobre a possibilidade de classificar de acordo com a letra inicial
- Discutir a ordem do alfabeto como ponto de partida de organização
- Convidar os alunos a colocarem os objetos em saquinhos plásticos
- Propor que os alunos escrevam as letras do alfabeto ( LETRA DE FÔRMA) em cartões com canetinhas de sua preferência
- Convidar os alunos a ligar a letra inicial ao objeto e pendurá-la num varal feito com barbante
- Expor todas as letras em ordem alfabética na sala de aula
- Propor aos alunos que consultem este alfabeto sempre que desejarem, manipulando-o, visualizando-o, etc.
- Sugerir que os alunos troquem os objetos sempre que acharem necessário
- Providenciar uma tabela na qual os alunos possam desenhar os objetos e o alfabeto
- Colar o registro no diário de observações

ALFABETO ILUSTRADO


- Propor que os alunos recortem diversas figuras de revistas
- Refletir sobre a possibilidade de classificar de acordo com a letra inicial
- Discutir de que forma tais figuras podem ser classificadas
- Refletir sobre a possibilidade de classificar de acordo com a letra inicial
- Convidar os alunos a colocarem as figuras em saquinhos plásticos
- Propor que os alunos escrevam as letras do alfabeto ( LETRA DE FÔRMA) em cartões com canetinhas de sua preferência
- Convidar os alunos a ligar a letra inicial a figura e pendurá-la no varal feito com barbante
- Propor aos alunos que organizem o varal em ordem alfabética conforme o alfabeto concreto feito anteriormente na sala de aula
- Propor aos alunos que consultem este alfabeto sempre que desejarem, manipulando-o, visualizando-o, etc.
- Sugerir que os alunos troquem as figuras sempre que acharem necessário
- Providenciar uma tabela na qual os alunos possam desenhar as figuras e o alfabeto

ALFABETO NA CAIXINHA


- Sugerir que os alunos recortem figuras pequenas em revistas e jornais
- Propor que os alunos escrevam as letras do alfabeto em cartões e guardem dentro de caixas de fósforos vazias
- Colar as figuras recortadas sobre as caixinhas
- Numa tabela individual, cada aluno desenhará 5 figuras coladas sobre as caixinhas e escreverá na segunda coluna a primeira letra da figura e na terceira coluna como acha que aquela palavra é escrita
- Sugerir que confiram as letrinhas
- Propor que os alunos colem sua tabela no diário


ALFABETO DE NOMES


- Propor que os alunos escrevam seus nomes em tiras de sulfite coloridas
- Refletir sobre a possibilidade de classificar de acordo com a letra inicial
- Discutir de que forma tais nomes podem ser classificados
- Refletir sobre a possibilidade de classificar de acordo com a letra inicial
- Convidar os alunos a colocarem os nomes caixas de sapato
- Propor que os alunos escrevam as letras do alfabeto ( LETRA DE FÔRMA) em etiquetas com canetinhas de sua preferência e colá-las uma a uma sobre as caixas de sapato
- Convidar os alunos a ligar a letra inicial aos nomes e guarda-los nas caixas de sapato dispostas na sala de aula
- Propor que os alunos organizem as caixas em ordem alfabética na sala de aula
- Propor aos alunos que consultem este alfabeto sempre que desejarem, manipulando-o, visualizando-o, etc.
- Sugerir que os alunos troquem as figuras sempre que acharem necessário
- Providenciar uma tabela na qual os alunos possam desenhar as letras e os nomes

IDÉIAS PARA PORTFÓLIO

Elaboro meu portfólio da seguinte forma:

* Educação: Artigos publicados sobre o tema com considerações pessoais
* Alfabetização: Atividades para Análise e Reflexão da Escrita, Pasta de contos e lendas (versões diversas), Músicas, Jogos e Projetos
* Sala de aula: Semanário a partir de planejamento anual, semestral e bimestral da escola e Diário de Desenvolvimento do aluno


Como você elabora seu portfólio?

PORTFÓLIO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA

A definição de portfólio no dicionário Michaelis é " 1 Pasta para documentos ministeriais. 2 Pasta para guardar amostras, álbuns e folhetos."

Além de sua funcionalidade como arquivo, o portfólio é também um histórico de aprendizagens afetivas de um indivíduo. Sua história é registrada de uma forma muito pessoal em cada detalhe proposto no mesmo.

Waterman conceitua o portfólio como uma "coletânea de evidências que documentam o desenvolvimento, as competências e as habilidades do indivíduo."

Para Harp e Huinsker, o portfólio é uma "coletânea de trabalhos que demostram o crescimento, as crenças, as atitudes e o processo de aprendizagem de um aluno."

Do ponto de vista educativo, o portfólio visa a organização do trabalho pedagógico diário, mas também constitui uma ferramenta alterantiva de avaliação formativa tanto do professor quanto do aluno.

O hábito de registrar nossas idéias, dúvidas, pensamentos, ou mesmo arquivar materiais diversos que nos atraem o interesse como fotos, reportagens, emails, panfletos, entre outros, torna-se um interessente recurso auto-avaliativo e contribui significativamente para a formação continuada.

No cotidiano escolar, o professor pode ter o portfólio como eixo organizador de seu trabalho diário. É importante estabelecer objetivos e avaliar a aprendizagem num processo auto-reflexivo. Os hábitos de registro e leitura garantem a avaliação formativa e contribuem signifiativamente para ampliação do trabalho pedagógico.


Bibliografia



ANSON, C. M. Portfólios for teachers: writing our way reflective practice. In: BLACK, L. et al. (eds.) New directions in portfólio assessment. Portsmouth: Boynton Cook, 1994. p.185-200

HARP, K. S.; HUINSKER, D. M. Implementing the assessment standards for school mathematics. Teaching Children Mathematics, v.3, p.224-228, Jan. 1997.


VILLAS BOAS, B.M.F. Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico. 2004 (no prelo)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

CORDEL NA SALA DE AULA

DE ONDE VEIO O CORDEL
Não se sabe exatamente
O cordel de onde veio
Alguns afirmam que os mouros
Lhe serviram de correio
Até a Península Ibérica
E de lá pra nosso meio.
Pois lá na Península Ibérica
Cordão se chama cordel
Onde eram penduradas
As folhinhas de papel
Nascendo daí o nome
Desta cultura fiel
Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

POESIA EM NOSSA VIDA

TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mimpesa,
pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra partese espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte-
que é uma questão
de vida ou morte
-será arte?
Ferreira Gullar

ANÁLISE DE HIPÓTESES DE ESCRITA

EXTRAÍDO DO PROJETO LER E ESCREVER MANTIDO PELA REDES MUNICIPAL E ESTADUAL DE ENSINO DE SÃO PAULO.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

SUBSÍDIOS TEÓRICOS NA ALFABETIZAÇÃO

As pesquisas sobre o desenvolvimento intelectual da criança e de como os processos afetivos interferem em seu ensino-aprendizagem mudaram o rumo também das pesquisas sobre alfabetização.


Emília Ferrero se tornou referência no campo educacional. Suas experiências deram origem à pesquisa intitulada "Psicogênese do Sistema de Escrita" e revelou dados até então desconhecidos ou desprezados sobre como a criança concebe o sistema de escrita.


A descontextualização de suas pesquisas têm gerado equívocos no meio educacional, pois muitos a utilizam como se fosse um método de alfabetização. Na verdade, as pesquisas de Emília nos oferecem subsídos para a refelxão de um trabalho pedagógico, levando em conta o desenvolvimento cognitivo da criança.

A seguir um resumo das conclusões nas pesquisas de Emília Ferrero:

O processo de construção da escrita

Na fase 1, início dessa construção, as tentativas das crianças dão-se no sentido da reprodução dos traços básicos da escrita com que elas se deparam no cotidiano. O que vale é a intenção, pois, embora o traçado seja semelhante, cada um "lê" em seus rabiscos aquilo que quis escrever. Desta maneira, cada um só pode interpretar a sua própria escrita, e não a dos outros. Nesta fase, a criança elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional ao tamanho do objeto ou ser a que está se referindo.

Na fase 2, a hipótese central é de que para ler coisas diferentes é preciso usar formas diferentes. A criança procura combinar de várias maneiras as poucas formas de letras que é capaz de reproduzir.Nesta fase, ao tentar escrever, a criança respeita duas exigências básicas: a quantidade de letras (nunca inferior a três) e a variedade entre elas, (não podem ser repetidas).

Na fase 3, são feitas tentativas de dar um valor sonoro a cada uma das letras que compõem a palavra. Surge a chamada hipótese silábica, isto é, cada grafia traçada corresponde a uma sílaba pronunciada, podendo ser usadas letras ou outro tipo de grafia. Há, neste momento, um conflito entre a hipótese silábica e a quantidade mínima de letras exigida para que a escrita possa ser lida.A criança, neste nível, trabalhando com a hipótese silábica, precisa usar duas formas gráficas para escrever palavras com duas sílabas, o que vai de encontro às suas idéias iniciais de que são necessários, pelo menos três caracteres. Este conflito a faz caminhar para outra fase.

Na fase 4 ocorre, então a transição da hipótese silábica para a alfabética. O conflito que se estabeleceu - entre uma exigência interna da própria criança ( o número mínimo de grafias ) e a realidade das formas que o meio lhe oferece, faz com que ela procure soluções.Ela, então, começa a perceber que escrever é representar progressivamente as partes sonoras das palavras, ainda que não o faça corretamente.

Na fase 5, finalmente, é atingido o estágio da escrita alfabética, pela compreensão de que a cada um dos caracteres da escrita corresponde valores menores que a sílaba, e que uma palavra, se tiver duas sílabas, exigindo, portanto, dois movimentos para ser pronunciada, necessitará mais do que duas letras para ser escrita e a existência de uma regra produtiva que lhes permite, a partir desses elementos simples, formar a representação de inúmeras sílabas, mesmo aquelas sobre as quais não se tenham exercitado.

Fonte na Internet:http://www.centrorefeducacional.pro.br/contribu.html

ANINHA E SUAS PEDRAS

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede.
Cora Coralina (Outubro, 1981)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

QUEM É VOCÊ EM FRENTE AO ESPELHO?


POESIA EM NOSSA VIDA

O SILÊNCIO

Convivência entre o poeta e o leitor, só no silêncio da leitura a sós. A sós, os dois. Isto é, livro e leitor. Este não quer saber de terceiros, não quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silêncio...

Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo

BIBLIOGRAFIA INTERESSANTE

ARANTES, U.A. Afetividade na escola: alternativas teóricas e práticas / Vários autores.
São Paulo: Summus, 2003.


DAMASIO, A. O erro de Descartes: emoção, razão e cérebro humano. São Paulo:
Companhia das Letras, 1996.

DANTAS, Helousa. A infância da razão. Uma introdução à psicologia da inteligência de
Henry Wallon.
São Paulo: Manole, 1990.


GALVÃO, Isabel. Wallon: Uma concepção dialética do pensamento infantil. Petrópolis:
Vozes, 1995.

GOLSE, B. O desempenho afetivo e intelectual da criança. Porto Alegre: Artmed, 1998.


MAFESSOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1998.


OLIVEIRA, M. K. O problema a afetividade em Vigotsky. In: Dela la Taille, Piaget,
Vigotsky e Wallon: Teorias psicogenéticas em discussão
. São Paulo: Summus, 1992.


PIAGET, Jean. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro, Olympio – Unesco, 1973.


RESTREPO, L.C. El derecho la ternura. Bogotá: Ed. Aranjo: 1995.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

AFETIVIDADE E LETRAMENTO

O processo de ensino-aprendizagem durante muito foi centrado na transmissão de conhecimentos e na relação de poder do professor sobre o aluno, desconsiderando o aluno como sujeito neste processo.
Pesquisadores como Lev Semenovich Vygotsky, Jean Piaget e Henri Wallon lançaram uma nova luz sobre as discussões referentes ao processo ensino-aprendizagem, quando colocaram o sujeito no centro do mesmo. Suas pesquisas indicavam a importância dos processos afetivos no desenvolvimento cognitivo da criança.
Do ponto de vista psicanalítico, entende-se afetividade como um conjunto de fenômenos psíquicos manifestados sob a forma de emoções ou sentimentos e acompanhados da impressão de prazer ou dor, satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza.
No entanto, a sociedade atual alimenta um idéia equivocada de que afetividade está relacionada ao "gostar de" ou "não gostar" de algo ou alguém, reduzindo a importância de outras emoções no nosso cotidiano.
As emoções estão presentes em nossa formação enquanto sujeitos e possibilitam a ampliação de nosso espectro cultural. Resistir a algo, confrontar indicam expressões do ser humano na interação com o mundo que vive. Neste sentido, todas as emoções são fundamentais no desenvolvimento intelectual de uma criança.
Mas o que isso tem a ver com a escola?
Durante muito tempo a escola alimentou a dicotomia entre saber (objetivo) e o sentir (subjetivo), desprezando as reais possibilidades do desenvolvimento cognitivo se ampliar além do aprendizado mecânico ao qual a criança era submetida, classificando-a entre os que "aprendiam" e os que "não aprendiam" daquela forma.
Atualmente, temos a possibilidade de explorar alternativas diversas, focalizando sempre a criança como o centro do processo de ensino-aprendizagem e considerando toda sua individualidade.
O letramento se dá no decorrer da vida através da experiência pessoal do ser humano. Toda a bagagem cultural adquirida propicia a formação de sua identidade. Partindo desta perspectiva, o letramento é um conceito impregnado de individualidade, visto que cada ser humano vive imerso a práticas sociais diversas e interage afetivamente em cada uma delas.
Letramento e afetividade têm uma relação intrínseca. Diríamos mais, indissociável. Não é possível letrar-se em meio a ausência de sentimentos. As motivações pessoais conduzem as práticas sociais.
O grande desafio da escola é desfazer a dicotomia entre saber e sentir e incentivar uma postura do letrar com afetividade.

POESIA EM NOSSA VIDA

A ARTE DE LER

O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.

Mario Quintana

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Alfabetização ou letramento?

Nos dias atuais é comum ouvir as expressões "alfabetização" e "letramento" no meio acadêmico para se referir ao processo de aprendizagem da língua escrita. Alfabetização no sentido de se aprender a técnica da escrita em si e letramento para se referir a aquisição de competências para fazer uso de práticas sociais de escrita, focalizando os aspectos sócio-culturais de uma sociedade.
Num sentido mais amplo, letramento é um processo que vai muito além da aquisição das ferramentas da escrita, exigindo uma compreensão das práticas sociais de escrita no contexto do aluno.
A ampliação do conceito nos traz um salto qualitativo na forma de aprender a "escrever", visto que a técnica não mais é colocada no centro da apredizagem, mas o uso social da escrita dentro de contextos específicos.
Ao permitir que o sujeito interprete, divirta-se, seduza, sistematize, confronte, induza, documente, informe, oriente-se, reivindique, e garanta a sua memória, o efetivo uso da escrita garante-lhe uma condição diferenciada na sua relação com o mundo, um estado não necessariamente conquistado por aquele que apenas domina o código (Soares, 1998).
Obviamente, a técnica é necessária, porém o fundamental é que o sujeito compreenda que sua relação com o mundo escrito vai muito além da decifração de códigos. Seu vínculo afetivo com as práticas sociais de escrita colaboram para o efetivo exercício de sua individualidade dentro de uma sociedade.
Enquanto a técnica de escrita pode levar um curto tempo para se aprender, o letramento se faz no decorrer de uma vida, visto que o ser humano aprende o tempo todo e as práticas sociais vão se diversificando.
O letramento não é igual para todos, pois está vinculado a formação ética e estética do aluno. Sua competência de fazer uso de práticas sociais vai sendo ampliada na medida em que acumula experiências e constrói conhecimentos. Suas necessidades são colocadas em foco e todas as ferramentas que aprendeu durante sua vida são utilizadas para resolver situações de seu contexto.