terça-feira, 25 de novembro de 2008

TEXTOS


SEM BARRA


Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta,
canta o dia inteiro.

A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.

Mas sem a cantiga
da cigarra
que distrai da fadiga,
seria uma barra
o trabalho da formiga!



José Paulo Paes

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

MAFALDA E O DICIONÁRIO


DICIONÁRIO POR CECÍLIA MEIRELES

" Não sei se muita gente haverá reparado nisso - mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, senão mesmo o mais poético dos livros. O Dicionário tem dentro de si o universo completo.
Logo que uma noção humana toma forma de palavra - que é o que dá existência às noções - vai habitar o Diconário. As noções velhas vão ficando, com seus sestros de gente antiga, suas rugas, seus vestidos fora de moda; as noções novas vão chegando, com suas petulâncias, seus arrebiques, às vezes, sua rusticidade, sua grosseira. E tudo se vai arrumando direitinho, não pela ordem de chegada, como os candidatos a lugares nos ônibus, mas pela ordem alfabética, como nas listas de pessoas importantes, quando não se quer magoar ninguém...
O Dicionário responde a todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras longas, acomodadas na sua semelhança, - e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegante decentes, - mas obedecendo à lei das letras, cabalística como a dos números... O Dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações. E as suas surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas... Tudo isto num Dicionário barato - porque os outros têm feito exemplos, frases que se podem decorar, para empregar nos artigos ou nas conversas eruditas, e assombrar os ouvintes e leitores..."
MEIRELES, Cecília. Obra em prosa. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1998.

domingo, 23 de novembro de 2008

BOA SEMANA!

Andorinha

Andorinha lá fora está dizendo:
- "Passei o dia à toa, à toa!"

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...

Manuel Bandeira

ENCICLOPÉDIA NA SALA DE AULA

" A Terra:
Eu sou esse outro mundo;
A lua me acompanha,
Por este céu profundo...
Mas é destino meu
rolar, assim tamanha,
em torno de outro mundo.
Que inda é maior do que eu."
Olavo Bilac
OBJETIVO GERAL: Compreender a função social da Enciclopédia enquanto suporte de escrita organizador de informações pertinentes à sociedade que contribui para a formação de estratégias de leitura objetivas bem como auxilia o leitor na aquisição de conhecimentos.
METAS:
PRÁTICAS DE COMUNICAÇÃO ORAL:
* Desenvolver a prática de intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando perguntas pertinentes ao tema apresentado;
* Planejar a fala e expressar opinião de forma argumentativa.
PRÁTICAS DE LEITURA:
* Ler com autonomia diferentes textos informativos de enciclopédia;
* Compreender a leitura apoiada também em recursos visuais como símbolos, infográficos, imagens, e outros que contribuem para formação de estratégias de leitura como seleção, antecipação, decodificação, inferência e verificação;
* Através do acesso aos diversos suportes de escrita, ampliar o repertório cultural do aluno;
* Contribuir para a formação de uma leitura de mundo que possibilite o exercício da cidadania.
PRÁTICAS DE ESCRITA:
* Escrever alfabeticamente textos de seu interesse, utilizando como ferramenta o domínio uma diversidade textual;
* Possibilitar a prática de reescrita como ferramenta para o aprimoramento de textos diversos;
* Refletir sobre a importância de se adquirir uma normatização da escrita (ortografia e pontuação) como forma de alcançar os diversos leitores;
* Classificar regras ortográficas usuais;
* Refletir postura de auto-correção.
CONTEÚDOS CONCEITUAIS:
* Compreender a função social da enciclopédia enquanto suporte organizador de informações pertinentes ao interesse social;
* Refletir a necessidade de se obter habilidade na comunicação tanto escrita como na comunicação oral;
* Refletir a necessidade de se organizar textos informativos de forma prática e acessível;
* Refletir o uso das regras ortográficas e ajustes textuais para a clareza e agilidade de informações;
* Contribuir para a formação de uma postura de auto-correção.
CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
* Estimular a curiosidade com relação aos bens culturais da humanidade e a formação do senso de proteção e preservação dos mesmos;
* Estimular a imaginação e a criatividade no processo de reflexão e produção do material proposto;
* Incentivar o cooperativismo e trabalho em equipe;
* Contribuir para uma reflexão pessoal enquanto indivíduo produtivo e pertencente a uma sociedade criativa no micro e macro espaço;
METODOLOGIA:
* Apresentar a diversidade de enciclopédias existentes na biblioteca escolar;
* Discutir a função social enquanto suporte de pesquisa que preserva e transmite conhecimentos sociais;
* Explorar os conceitos de ENCICLOPÉDIA e FONTE BIBLIOGRÁFICA;
* Explorar sua organização textual partindo do ÍNDICE ou SUMÁRIO;
* Organizar uma Enciclopédia com um assunto selecionado pela turma, por exemplo, ANIMAIS;
* Selecionar textos sobre o assunto;
* Organizar tarefas de pesquisa individual e em grupos sobre assuntos selecionados;
* Formar equipes de pesquisa, editoração e diagramação;
* Distribuir tarefas;
* Estudar recursos visuais possíveis para facilitar a organização da Enciclopédia;
* Refletir o uso de regras ortográficas para auxiliar a compreensão da leitura;
* Propor reescrita com base nos ajustes textuais combinados pela turma (recursos visuais e diagramação);
* Discutir a função da lista como gênero textual;
* Organizar o INDICE;
* Propor atualização constante da enciclopédia;
* Produzir relato coletivo sobre o projeto;
* Realizar Exposição;
* Manter a Enciclopédia a disposição da turma.
PREVISÃO: 2 SEMANAS
EXPECTATIVAS:
Através da curiosidade constante na exploração da enciclopédia e envolvimento na produção da mesma, os alunos terão a possibilidade de ampliar seus conhecimentos de escrita e reescrita por eixos de interesse, possibilitando um conflito de hipóteses de escrita na troca de materiais bem como uam ampliação de seu vocabulário.
MATERIAIS:
* Fichário;
* Revistas e jornais;
* Folhas de sulfite numeradas;
* Cola;
* Tesoura;

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CÓDIGOS EM UM ENVELOPE
· Em coletivo criar um código para o alfabeto
· Dividir em grupos de 3 alunos
· Cada grupo deve escrever um bilhete em código para um outro grupo
· Entregar o bilhete escrito para o grupo escolhido analisar
· Montar uma tabela coletiva com o tempo de deciframento do código por cada grupo e a mensagem decifrada
· Repetir a brincadeira

TEXTOS

Receita de inventar presentes

Colher braçadas de flores
bambus folhas e ventos
e as sete cores do arco-íris
quando pousam no horizonte
juntar tudo por um instante
num caldeirão de magia
e então inventar um pássaro louco
um novo passo de dança
uma caixa de poesia.

Roseana Murray

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Fica aqui minha sugestão para trabalhar o filme KIRIKU E A FEITICEIRA em sala de aula. Um filme que é pura poesia e que quebra o paradigma de um personagem principal branco. Kiriku é um personagem cativante e inquieto que traz uma perspectiva social muito interessante no final do filme, diferente dos contos de fada comuns, em que o bem sempre destrói o mal.

VISITE: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0157/aberto/mt_243226.shtml

terça-feira, 18 de novembro de 2008

PROJETO: TRANSFORMANDO A SALA DE AULA NUMA REDAÇÃO DE JORNAL

O sol na banca de revistas
me enche de alegria e preguiça.
Quem lê tanta notícia?
Caetano Veloso


OBJETIVO GERAL: Compreender a função social da escrita na leitura e produção de um jornal como suporte de escrita, bem como contribuir para a formação do hábito da leitura.

METAS:


PRÁTICAS DE COMUNICAÇÃO ORAL:
Desenvolver a prática de intercâmbio oral, ouvindo com atenção e formulando pertinentes ao tema apresentado;
Planejar a fala e expressar opinião de forma argumentativa.

PRÁTICAS DE LEITURA:
Ler com autonomia diferentes gêneros textuais como notícias, instruções, informações, comentários, listas, gráficos, tabelas, imagens, etc;
Contribuir para a formação de estratégias de leitura como seleção, antecipação, codificação, inferência e verificação;
Através do acesso aos diversos suportes de escrita, ampliar o repertório cultural do aluno;
Contribuir para a formação de uma leitura de mundo que possibilite o exercício da cidadania.

PRÁTICAS DE ESCRITA:
Escrever alfabeticamente textos de seu interesse, utilizando como ferramenta o domínio da diversidade de textos;
Possibilitar a prática de reescrita como ferramenta para o aprimoramento de textos diversos;
Refletir sobre a importância de se adquirir uma normatização da escrita (ortografia e pontuação) como forma de alcançar os diversos leitores.

CONTEÚDOS CONCEITUAIS:
Importância dos diversos suportes de escrita: jornal, revista, gibi, livro, fichas, imagens, internet, etc;
Tipologia textual: informativos, listas, comentários, instruções, gráficos, imagens, etc.

CONTEÚDOS ATITUDINAIS:
Estimular a imaginação;
Exercitar a postura pessoal mediante argumentação;
Compreender a necessidade do trabalho em equipe.
Respeitar a diversidade de opiniões;
Compreender a necessidade de organização na realização das atividades;
Desenvolver valores como solidariedade, cooperação e respeito.

CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS:
Manipular suportes de escrita variados;
Realizar leituras diárias;
Organizar tarefas individuais, em grupo ou coletivas;
Selecionar temas de interesse coletivo;
Exercitar a produção textual;
Organizar textos baseando-se na configuração do suporte de escrita trabalhado;
Exercitar o hábito da reescrita.

METODOLOGIA:
Apresentar o jornal como suporte de escrita;
Discutir sua importância social e a necessidade de se conhecer e dominar a escrita e a leitura como instrumento para sua compreensão;
Estimular o hábito da leitura, trazendo com freqüência o jornal para a sala de aula;
Discutir gostos pessoais e estratégias de seleção de um leitor;
Estimular a exploração dos diversos cadernos de um jornal;
Pesquisar os fatores que resultem na falta de hábito de leitura entre as pessoas da comunidade;
Apresentar os jornais de bairro como alternativa gratuita e geradora de informações referentes ao universo do aluno e do grupo;
Discutir a configuração do jornal como nome, manchetes principais, tipos de textos, etc;
Trabalhar as tipologias textuais que integram um jornal;
Propor a produção de um jornal da sala;
Dividir a sala em eixos de interesse e levantar tarefas;
Formar grupos responsáveis pelos cadernos variados: Notícias, Lazer, Saúde, Automóveis, Classificados, entre outros, bem como formar equipes de apoio: Editoração e Artes Gráficas;
Levantar temas para artigos;
Propor produção textual sobre tema escolhido, fazendo o grupo refletir as possibilidades de configuração dos textos que se ajustem á sua escolha;
Propor momentos para reescritas;
Realizar ajustes e propor a necessidade de se refletir a questão ortográfica na clareza das informações;
Refletir a questão de autoria de textos e desenhos como proteção de obra intelectual;
Refletir a necessidade do trabalho de uma equipe de coordenação dos projetos que distribua tarefas aos grupos, controle de materiais, auxílio á escrita como escribas, revisão de textos e organização conforme a configuração adotada;
Compreender a necessidade de interatividade entre as equipes de repórteres e a equipe de artes gráficas, articulando propostas de trabalho (desenhos, recortes de imagens, fotos, etc.) com os textos;
Organizar o material;
Discutir experiências de trabalho;
Expor o jornal.

PREVISÃO: 2 SEMANAS

EXPECTATIVA:

Fortalecer os vínculos do grupo e estimular os avanços de hipóteses de escrita;

MATERIAIS:
Revistas e jornais antigos;
Folhas A3;
Folhas de sulfite;
Folhas de linguagem;
Cola;
Tesoura;
Régua.

BIBLIOGRAFIA:

FERRERO, Emília. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 1997.

COLOMER, Tereza. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto Alegre, Artmed, 2002.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

LETRAMENTO CONFUNDE-SE COM NOSSA HISTÓRIA DE VIDA

Uma estudante norte-americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:

O QUE É LETRAMENTO?

Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática.
Letramento é diversão
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas
de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama,
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bulas de remédios,
para que você não fique perdido.
Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.