segunda-feira, 17 de novembro de 2008

TEXTOS

Os carteiros


Abrir uma carta,
o coração batendo,
é precioso ritual.
O que terá dentro?
Um convite, um aviso,
uma palavra de amor
que atravessou oceanos
para sussurrar em meu ouvido?


São como conchas as cartas,
guardam o barulho do mar,
o ar das montanhas.
Para mim os carteiros
são quase sagrados,
unicórnios ou magos
no meio dessa vida barulhenta.


Roseana Murray

ANÁLISE REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

FORCA
· Propor que os alunos em duplas construam um alfabeto móvel e num cartão colorido de sua preferência desenhem a forca e escrevam o alfabeto embaixo
· Solicitar que desenhem o corpo humano em pedaços para que este caiba na forca (cabeça, tronco, braços, pernas)
· Com base nas listas já trabalhadas em sala, propor que cada aluno reescreva em uma tira de folha de sulfite 5 palavras que mais gostam e guardem para que seu colega não as veja
· Numa tabela com as colunas (MINHAS PALAVRAS, PALAVRAS DO MEU AMIGO), cada um registrará as respostas da forca conforme as jogadas
· É necessário dar a primeira pista para o colega que está tentando descobrir a palavra na forca (QUANTIDADE DE LETRAS)
· Ao final de cada jogada, o aluno fará um gráfico com a quantidade de palavras que acertou e comparará com as do colega
· Colar os registros no diário de observações

JOGO DAS RESPOSTAS
· Propor que os alunos recortem 10 cartas em folha de sulfite e desenhem 2 objetos, 2 animais, 2 alimentos, 2 meios de transporte, 2 partes do corpo.
· Coletivamente os alunos discutirão as regras do jogo
· Em duplas, os desenhos devem ser virados para baixo, embaralhados e dispostos sobre a mesa
· Uma aluno tira um e não mostra para o colega que tem que adivinhar o que é, fazendo perguntas ao colega que só pode responder sim ou não.Exemplo: "posso comer?"
· Numa tabela eles escreverão as palavras correspondentes e em quantas tentativas o colega conseguiu responder


LETRAS NA CAIXINHA

· Sugerir que os alunos colem barbante sobre as letras do alfabeto escritas em cartões e separar somente as vogais
· Colocar as consoantes numa caixa de sapato e misturá-las bem
· Providenciar uma tabela para cada aluno com seis colunas
· Dividir a turma em equipes nomeadas por cor
· Propor que um aluno retire uma consoante e escolha uma vogal (letrinha falante) para acompanhá-la
· Solicitar que uma e equipe dite uma palavra que comece com as duas letras
· Solicitar que outra equipe dite uma palavra que tenha no meio as duas letras
· Solicitar que a última equipe dite uma palavra que tenha no fim as duas letras
· Se as equipes não souberem, poderão passar a vez
· Sugerir que escrevam as palavras ditadas na tabela e pintem a linha com a cor da equipe que a ditou

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

USO DE GIBI EM SALA DE AULA - ARTIGO

A educação está no gibi
Mestre em Educação e cartunista, DJota Carvalho mostra como o professor pode usar histórias em quadrinhos em sala de aula. O livro tem prefácio de Gonsales e apresentação em quadrinhos. Houve um tempo em que histórias em quadrinhos só entravam na escola se fossem escondidas no meio de um livro. E outro no qual "especialistas" do Ministério da Educação afirmavam que as HQs causavam "lerdeza mental".
Nos dias de hoje, porém, pesquisas indicam que a simples leitura dessas revistas melhora a proficiência de alunos e, mais ainda, se bem utilizadas, podem ser fortes aliadas do professor em sala de aula. É o que defende - e explica como fazer - DJota Carvalho, em A educação está no gibi, livro que a Papirus Editora acaba de lançar.
"É possível usar Mônica e Cebolinha pra ensinar matemática, super-heróis para física e química, quadrinhos Disney e Asterix para história, Xaxado e Príncipe Valente para geografia... não há limites. Na verdade, a única disciplina para a qual não achei uma forma de contribuição das HQs foi a educação física. Por enquanto...", brinca DJota, que também é professor de Teoria da Comunicação na PUC-Campinas e ministra palestras sobre como utilizar quadrinhos na escola há 11 anos. No livro, o autor não apenas conta como o professor pode utilizar diretamente as HQs nas mais diversas disciplinas, mas também faz uma pequena oficina ilustrada com dicas para produzir uma história em quadrinhos como trabalho multidisciplinar. "Muitos professores tentam produzir uma história com os alunos em sala, mas sempre se defrontam com os mesmos problemas, como textos que não cabem em balões e a dificuldade em desenhar os quadrinhos, por exemplo. Procuro mostrar como superar esses problemas e transformar a atividade em algo mais simples e divertido, mas ao mesmo tempo rico em conteúdo escolar", diz.A educação está no gibi é prefaciado por Fernando Gonsales, autor da tira Níquel Náusea, e a apresentação do livro é uma história em quadrinhos de quatro páginas, desenhada pelo premiado cartunista Bira Dantas.
O livro tem sete capítulos, todos ricamente ilustrados, nos quais DJota primeiro explica um pouco sobre as diferenças entre as artes gráficas (charge, cartum, HQs, tiras e caricaturas), depois fala sobre a história da HQ no Brasil e no mundo e, ainda, faz um histórico da conturbada relação entre HQs e educação no país. "Achei importante contextualizar um pouco, para que o professor não caia de pára-quedas na história. Por isso mesmo, antes de entrar nos exercícios específicos, ainda falo um pouco sobre mangás, os quadrinhos japoneses que hoje em dia assustam muitos pais e educadores, e já ensino a fazer um exercício de português e estudo do folclore usando Dragon Ball, o mais popular dos desenhos do Oriente", conta. Isso feito, o autor descreve vários exercícios utilizando HQs em matemática, português, física e biologia, entre outras matérias."São dois ou três exercícios por disciplina, às vezes mais. Há exemplos para uso no ensino infantil, fundamental e médio, e o professor pode fazer suas próprias adaptações ou até mesmo pedir ajuda, pelo e-mail que consta no livro", diz.
No último capítulo, o autor dá dicas básicas para professores e alunos produzirem histórias e até montarem um fanzine em sala, como atividade multidisciplinar. "As HQs são uma mídia atraente, financeiramente acessível e fácil de usar. Tem gente que acha que quadrinhos são coisa de criança, mas eles são muito mais do que isso: são uma forma eficiente de melhorar o ensino e a relação professor/aluno", diz DJota.
SERVIÇO:A Educação Está no Gibi
DJota Carvalho
Prefácio de Fernando Gonsales
Papirus Editora15,5 x 22 cm - 112 páginas
ISBN 85-308-0822-3
FONTE: http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=4363

TEXTOS

BOLINHAS DE GUDE

Brancas, verdes, rajadinhas,amarelas,
As bolinhas
Vão rolando
Vão dançando
Seja liso ou seja rude
O chão onde vão rolando,
lá vão elas, lá vão elas...
As bolinhas de gude.
Brincam os meninos com elas,
estão jogandono jardim ou nas calçadas,
as bolinhas vão correndo,
azuis, pardas, amarelas,
rajadinhas,
e tão vivas, ligeiras, tão alegres e
estouvadas,
que até fica parecendo
que são elas,
as bolinhas,
que com eles estão brincando.
Maria Eugênio Celso

ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CRACHÁ
· Cada aluno produzirá seu próprio crachá
· Espalhar os crachás no chão
· Brincar com a cantiga: SE EU FOSSE UM PEIXINHO
· Tirar o nome cantado
· Sugerir que os alunos colem seus crachás no diário e o enfeitem
· Fornecer a cantiga escrita para exploração no diário de textos
· Trabalhar os aspectos lingüísticos do mesmo
· Variar os crachás em forma de quebra-cabeça ( pedaços)
· Brincar com a cantiga: A CANOA VIROU
· Fornecer a cantiga escrita para exploração no diário de textos
· Trabalhar os aspectos lingüísticos do mesmo
· Sugerir que os alunos colem seus crachás no diário

DANÇA DA CADEIRA
· Cada aluno produzirá um crachá do colega
· Propor que os alunos organizem as cadeiras
· Sugerir a escolha em grupo de uma música para realizar a brincadeira

QUEBRA-CABEÇA COM OS NOMES
· Cada aluno produzirá seu próprio crachá e o dividirá como um quebra-cabeça
· Sugerir que os alunos se dividam em grupos e misturem os pedaços de seus crachás
· Propor que reconstruam seus nomes
· Propor que reconstruam os nomes dos colegas
· Propor que construam novas palavras a partir dos pedaços
· Organizar uma tabela individual de equipes no diário, para que os alunos registrem as palavras construídas

CRACHÁS NA CAIXA
· Cada aluno produzirá um crachá com um nome do coleguinha e distribuirá em uma caixa de sapatos
· Sugerir que os alunos se reúnam em grupos e encontrem seus crachás
· Propor que os alunos troquem de crachá
· Com um alfabeto os alunos reconstruam o nome do colega
· Propor que cada aluno registre em um cartão individual a primeira e última letras do nome do colega e que analise os nomes dos outros colegas do grupo
· Colar no diário de observações


RÓTULOS
· Sugerir que os alunos tragam rótulos diversos de casa
· Em uma tabela coletiva os alunos apontarão as letras iniciais de cada rótulo
· Refletir uma organização possível para as letras iniciais ordem alfabética)
· Refletir sobre os nomes dos colegas que iniciam com as mesmas letras
· Sugerir que cada criança escreva seu nome embaixo do rótulo correspondente
· Propor que cada aluno refaça esta tabela individualmente
· Colar no diário de observações

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

OS GÊNEROS TEXTUAIS EM DESENHOS ANIMADOS

Podemos trabalhar ludicamente com desenhos animados e trazer para a discussão em sala de aula os gêneros textuais que aparecem neles.

A HISTÓRIA DA ESCRITA NA HUMANIDADE
A ERA DO GELO I - IDEOGRAMAS COMO REGISTROS DOS HOMENS PRIMITIVOS
O PRÍNCIPE DO EGITO - HIERÓGLIFOS E USO SOCIAL DO PAPIRO
CHAPEUZINHO VERMELHO
BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES
CINDERELA
O PATINHO FEIO
RAPUNZEL
POCAHONTAS
KIRIKU E A FEITICEIRA
KIRIKU E OUTRAS HISTÓRIAS
SHREK I, II E III - CONTOS E LENDAS COMO REGISTRO ORAL DA HISTÓRIA DA SOCIEDADE
MADAGASKAR - A IMPORTÂNCIA DE SE COMUNICAR ATRAVÉS DA LINGUAGEM DE SINAIS (LIBRAS) E A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA
A BELA ADORMECIDA - BILHETES E CONVITES
SELVAGEM - A FUNÇÃO SOCIAL DA LISTA DE TAREFAS
MONSTROS S.A. - FICHAS, TABELAS E GRÁFICOS COMO INSTRUMENTOS DE TRABALHO
BEE MOVIE - ORGANIZAÇÃO SOCIAL ATRAVÉS DA LEI - ACORDO COLETIVO
RATATTOULE - RECEITAS CULINÁRIAS E COMENTÁRIOS
ROBÔ - TEXTOS INSTRUCIONAIS E PROJETOS
HOMEM ARANHA - LINGUAGEM JORNALÍSTICA - ARTIGOS E REPORTAGENS - A FOTO COMO NOTÍCIA
TÁ DANDO ONDA - LINGUAGEM TELEVISIVA - DOCUMENTÁRIO

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ganhamos um presente da nossa amiga Tânia!



Que alegria ganhar um presentinho desses e saber que trocar experiências é a coisa mais fascinante que há na internet.


Um grande beijo para a nossa amiga Tânia! Sugiro que visitem seu blog que também é uma delícia!!!!



As regras deste prêmio são as seguintes:
1. O vencedor recebe o prêmio e poderá colocá-lo no seu blog;
2. Devemos fazer referência à pessoa que nos endereçou o miminho;
3. Enviar o mesmo prêmio para 7 pessoas cujos blogs sejam uma inspiração;
4. Deixar um comentário nos blogs seleccionadas permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou.


Então aí vai...
Obrigada por sempre terem idéias maravilhosas!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

FICHA TÉCNICA

CAMELO

Nome científico: Camelus bactrianus
Distribuição
Os camelos são oriundos do Centro e do Leste da Ásia. Já não existem praticamente camelos a viver em estado selvagem. Os últimos animais nestas condições vivem em três grupos na Zona do Deserto do Gobi, parte chinesa e parte mongol, e não serão mais de 1000 animais. Existem por todos os territórios ancestrais destes animais outros pequenos grupos a viver em liberdade, mas não em estado selvagem, uma vez que são animais que se perderam ou fugiram dos seus proprietários e que com facilidade se juntam a uma qualquer caravana ou manada que passe.Os camelos foram domesticados desde há 4500 anos, dada a sua docilidade, sendo utilizados como meio de transporte de pessoas e bens. São animais muito medrosos, mas demonstram uma enorme capacidade de adaptação a condições climatéricas extremas. São preferidos pela quantidade de carga que conseguem transportar e para acompanhar os iaques nas subidas das montanhas da Ásia Central. Para além disso fornecem carne, leite e a pele, que é utilizada para fazer roupas e tendas dos povos nómadas da região.Existem camelos na Austrália, onde se tornaram uma praga, mas foram para aí levados no século XIX pela capacidade de se adaptarem ao deserto. Depois, alguns fugiram e criaram grandes manadas, invadindo o território australiano até aos confis, onde as autoridades não conseguem controlar a natalidade destes animais. Existem, de acordo com as melhores estimativas, mais de 30.000 camelos a viver em liberdade no território australiano.
Alimentação
Os camelos são herbívoros. A base da sua alimentação são ervas, capim e, onde houver, árvores, folhas e ramos das mesmas.Estado de conservação Em estado crítico (este estatuto só diz respeito as animais a viver em estado completamente selvagem na sua zona de origem). Domesticados, estimam-se existir mais de um milhão e meio destes animais.
Reprodução e maturidade sexual
Os camelos, machos e fêmeas, atingem a maturidade sexual entre os 3 e os 5 anos.O tempo de gestação das fêmeas dura em média 11 meses, findos os quais nasce em, regra, uma cria, ocorrendo com alguma frequência partos múltiplos.
Tamanho
Os camelos a viver estado selvagem podem medir 2,30 m e pesar 750 kg. Já os domesticados podem ultrapassar os 900 kg.LongevidadeEstes animais têm uma esperança de vida que ronda os 50 anos.

MODELO DE PRODUÇÃO TEXTUAL


ANÁLISE E REFLEXÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

BINGO DE LETRAS
· Produzir cartelas com letras do alfabeto organizadas aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com um alfabeto em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as letras sorteados
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações



BINGO DE NOMES
· Escrever com o auxílio de todas as crianças uma lista de nomes dos colegas em papel kraft
· Produzir cartelas com nomes dos colegas organizados aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com os nomes dos alunos escritos em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha os nomes sorteados
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações


BINGO DE PALAVRAS (LISTA DE ANIMAIS, FRUTAS, MATERIAL ESCOLAR, ETC.)
· Escrever com o auxílio de todas as crianças uma lista selecionada em papel kraft
· Produzir cartelas com palavras da lista selecionada organizadas aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com as palavras da lista escritas em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as palavras sorteadas
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações

BINGO DE FIGURAS
· Produzir cartelas com figuras de A a Z combinadas com os alunos e organiza-las aleatoriamente
· Propor que um aluno prepare um saquinho com um alfabeto em cartõezinhos e inicie um sorteio
· Cada aluno conferirá sua cartela correspondendo a figura à letra inicial e marcará com lápis, giz de cera ou canetinha as iniciais sorteadas
· Sugerir aos alunos que se produza um tabela onde todos escreverão seus nomes e registrarão o número de pontos de sua cartela
· Discutir sobre o que foi interessante no jogo
· Expor a tabela com os resultados em sala de aula
· Cada aluno receberá uma tabela menor e escreverá os nomes dos colegas e pontuação de cada um
· Propor que os alunos colem suas cartelas marcadas e as tabelas que produziram com os resultados no jogo no diário de observações